Notícia
- Atualizado em 27/11/2018

Parque Tecnológico, AEB e ABDI realizam o 2º Fórum da Indústria Espacial Brasileira

Evento ocorre nos dias 27 e 28 de novembro no Centro de eventos do PqTec

Parque Tecnológico, AEB e ABDI realizam o 2º Fórum da Indústria Espacial Brasileira

O Parque Tecnológico São José dos Campos, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) realizarão nos dias 27 e 28 de novembro a segunda edição do Fórum da Indústria Espacial Brasileira. Estarão presentes representantes governamentais, do setor empresarial e das instituições de fomento.

O Fórum tem como objetivo fortalecer a cadeia de valor do setor espacial como um todo, desde o produtor de um parafuso, para satélites ou lançadores, até os produtos e serviços que podem ser oferecidos à sociedade a partir da tecnologia espacial. É necessário demonstrar e fazer-se reconhecer a importância do setor para o país.

O setor espacial é um promotor de desenvolvimento tecnológico e econômico para todos os outros setores. Isso porque muitas empresas utilizam os produtos e serviços espaciais para criar soluções para Indústria 4.0, agricultura de precisão, meteorologia, posicionamento e navegação, entretenimento, entre outros setores.

Um programa espacial consistente tem um caráter estratégico fundamental, pois fomenta o desenvolvimento tecnológico, impulsiona o crescimento econômico com produtos de altíssimo valor agregado e promove posição de liderança no cenário internacional. Os sistemas espaciais tanto ampliam nosso conhecimento científico e tecnológico quanto melhoram a qualidade e a segurança da vida na Terra.

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Pesquisa nacional de demandas ao setor espacial

A AEB também apresentará no Fórum os resultados parciais da Pesquisa nacional de demandas ao setor espacial. Os dados representam os resultados da primeira etapa do processo de identificação e análise de demandas ao setor, que serão compartilhados com a indústria espacial e institutos de pesquisa para a sua validação ao longo do Fórum.

De acordo com a coordenadora da pesquisa e tecnologista da AEB, Fernanda Lins, o processo de identificação e análise de demandas nacionais ao setor espacial é relevante para entender como as missões espaciais atuais (nacionais e estrangeiras) têm colaborado no suprimento das demandas existentes, no reconhecimento dos benefícios gerados pelos satélites nacionais e nas possíveis deficiências de tecnologias espaciais disponíveis no Brasil, para a identificação de demandas futuras, a médio e a longo prazos e para a compreensão do cenário atual de investimentos estratégicos do governo e, nesse contexto, uma melhor caracterização da transversalidade das aplicações dos produtos espaciais e de sua importância para o desenvolvimento do país.

As demandas foram descritas em seis áreas: observação da terra, coleta de dados, meteorologia, comunicações, posicionamento e navegação e missões científicas.

Na área de coleta de dados constatou-se uma crescente demanda pela disponibilização de dados em tempo quase real e pela densificação das plataformas de coleta de dados em cobertura nacional. Enquanto alguns especialistas tendem a escolher soluções de satélites geoestacionários para fornecimento do serviço, outros sugerem uma constelação de nanossatélites para um novo sistema nacional.

Com relação à área de meteorologia, ficou evidente a necessidade de utilização cada vez maior dos dados de forma operacional. Os serviços de previsão imediata do tempo exigem investimentos em novas tecnologias de comunicação e disseminação de dados de diferentes fontes, de forma rápida e com baixo custo.

Na área de comunicações, grande parte da demanda refere-se a serviços de internet. Um país de território vasto como o Brasil depende de tecnologias capazes de conectar áreas remotas com os grandes centros urbanos, de forma a promover o desenvolvimento regional e a oferecer serviços de qualidade aos cidadãos. Há tendências nas áreas de internet das coisas, defesa e comunicações estratégicas.

Quanto à área de posicionamento e navegação por satélite, notou-se um aumento considerável da demanda por serviços baseados em localização. O controle de tráfego aéreo, terrestre e aquático, incluindo atividades de monitoramento e fiscalização, apresentam-se como tendência em aplicações, além de atividades de mapeamento e cadastro urbano e rural. Outra demanda bem caracterizada é o desenvolvimento de sistemas de aumento da precisão com base em satélites.

Já na área de missões científicas, observaram-se demandas mais demarcadas na área de fenômenos atmosféricos e clima espacial, astronomia/astrobiologia e no desenvolvimento de engenharia, em específico na construção de pequenos satélites e de foguetes de pequeno porte. Missões de observação da Terra, de minimização do custo com nanossatélites e constelação de satélites com sensores SAR são as tendências mais caracterizadas.

 

PROGRAMAÇÃO

27 de novembro de 2018

19h – 19h30 Recepção aos convidados e credenciamento

Local: Hall do Auditório 4

19h30 – 20h30 Abertura oficial do Fórum com breve discurso de boas vindas de representantes das instituições.

20h30 – 21h05 Anúncios da Agência Espacial Brasileira

21h05 – 21h10 Encerramento

21h10 – 22h Coquetel

28 de novembro de 2018

08h30 – 09h  Credenciamento

09h – 09h45  Resultados Gerais da Pesquisa de Demandas

09h45 – 11h15  Validação das demandas nacionais ao setor espacial

Sala 1 – Observação da Terra, Coleta de Dados e Meteorologia

Sala 2 – Missões Cientificas, Comunicação e Posicionamento & Navegação

A validação ocorrerá em duas mesas simultâneas, onde serão apresentados os resultados, de forma mais detalhada, para os interessados.

11h15 – 11h30 Coffe Break

11h30 – 12h30 O Novo Marco Legal de C&T e o setor espacial: quais ferramentas podem ser utilizadas?

Apresentação sobre as ferramentas do Novo Marco Legal e como as empresas podem utilizá-las.

12h30 – 13h30 Almoço (horário livre)

13h30 – 15h Cases de Sucesso: a parceria entre instituição de fomento e as empresas do setor espacial

Apresentação de resultados de sucesso entre empresas e instituições de fomento.

15h – 15h15 Coffe Break

15h15 – 16h45 Mesa Redonda: Mercado e tecnologia – de startup a grande empresa

16h45 – 17h30 PITCH Desafios Espaciais

17h30 – 18h45 Planos, Projetos e Governança do Setor Espacial Brasileiro

Têm como objetivo apresentar a visão da AEB sobre o futuro do Programa Espacial Brasileiro.

18h45 - 19h Encerramento

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